« (…) “Já sete horas”, disse para consigo ao ouvir de novo o despertador, “já sete horas e um nevoeiro destes.” E durante uns instantes ficou quieto, respirando baixinho, como se esperasse do silêncio absoluto a reposição da situação real e natural. (…) preparou-se para balançar o corpo a todo o comprimento, fazendo-o cair assim de uma vez de cima da cama. Se se deixasse cair desta maneira, a cabeça, que ele levantaria ao máximo ao tombar, não devia sofrer nada. As costas pareciam ser duras, e não lhes aconteceria nada se caíssem em cima do tapete. O que mais o preocupava era a ideia do estrondo que isso iria provocar, e do susto, ou pelo menos da preocupação que tal baque iria causar atrás de todas as portas. Mas era preciso arriscar. (…)» “A Metamorfose”, Franz Kafka
Mas é preciso arriscar... e tu, o que estás disposto a arriscar?
O que estarei eu disposta a arriscar? Diria que os meus suportes... aqueles que me dão estabilidade na vida e que estão incessantemente presentes. Aqueles que me dão segurança e que, por mais que eu negue, me são essenciais. Esses suportes são as pessoas mais importantes à minha volta, a minha família e amigos. E se de repente eles desaparecessem e eu estivesse completamente sozinha num lugar totalmente novo?! Perderia essa estabilidade e segurança …. Perder-me-ia? Talvez não sei … mas estou disposta a arriscar pela minha felicidade! Como Sócrates dizia ‘’só sei que nada sei’’ … é preciso arriscar para saber.

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